Estagflação, inflação, hiperinflação. Sabe as diferenças?

Da inflação ao risco de estagflação

A inflação passou a fazer parte do nosso dia a dia. A estagflação é um risco possível. Já a hiperinflação permanece um cenário improvável na Zona Euro. Entre tantos conceitos económicos, não perca o fio à meada.

A estagflação da economia mundial tem vindo a ser encarada como um risco cada vez mais real. Mas, para compreender este conceito, é preciso falar primeiro de outro: a inflação.

Da inflação ao risco de estagflação

A inflação acontece quando há um aumento generalizado dos preços dos bens e serviços. Desde 2021 que a inflação tem marcado a economia mundial. Em 2022, a escalada de preços acelerou.

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Em agosto, a inflação homóloga da Zona Euro chegou aos 9,1%, segundo o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, do Eurostat. Em Portugal, no mesmo mês, a referência da variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor, do INE, foi de 8,9%.

A escalada de preços é um dos indicadores de um possível cenário de estagflação. Tal como o nome indica (“estag”+“flação”), a estagflação sucede quando a inflação crescente coincide com a estagnação económica. Soma-se um terceiro indicador: o aumento do desemprego.

Portugal está em risco de estagflação?

Em junho, o boletim económico do Banco Central Europeu (BCE) defendia que a Zona Euro estaria longe de um cenário de estagflação, ainda que o bloco se debata com a crise logística e tenha revisto as previsões do início do ano em termos de inflação e crescimento económico, respetivamente, em alta e em baixa.

Já na primeira semana de agosto, a agência de ratings Moody’s deixou o alerta de que o cenário de estagflação é mais provável na União Europeia, com Portugal a apresentar níveis elevados de exposição.

Analisando os três indicadores da estagflação – inflação, estagnação, desemprego –, qual o cenário nacional atual?

  1. A inflação homóloga situa-se nos 8,9% - uma descida ligeira face aos números de julho. Apesar disso o indicador permanece em níveis historicamente elevados.
  2. Portugal é o país da União Europeia que mais cresce em 2022 (6,5% de crescimento do Produto Interno Bruto, segundo as previsões de verão da Comissão Europeia). Mas, para 2023, as projeções foram revistas em baixa, de 2,7% para 1,9%.
  3. Quanto ao terceiro vetor – desemprego –, o boletim do Banco de Portugal aponta para previsões de diminuição da taxa de desemprego: de 6,6% em 2021 para 5,6% em 2022 e 5,4% em 2023 e 2024.

E quanto à hiperinflação?

Trata-se de um cenário improvável, perante os indicadores atuais. A hiperinflação ocorre quando há uma subida descontrolada da inflação, acima de 50% na taxa homóloga.

Como proteger a sua carteira?

A escalada de preços e as revisões em baixa do crescimento económico têm um grande impacto nas famílias. Perde-se poder de compra e as prestações de créditos agravam-se.

Para enfrentar este contexto, recomenda-se ponderação e gestão de risco. Analise o seu orçamento familiar, elimine gastos supérfluos, aproveite as promoções e, perante o agravamento das prestações, pondere renegociar dívidas ou transferir o seu crédito para outras instituições com condições mais vantajosas.


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