Spread, TAEG, MTIC: qual é o mais importante?

Nos processos de crédito, é fácil encontrarmos expressões e siglas que, embora já conhecidas, se tornam difíceis de distinguir. Isso pode acontecer, precisamente, no caso do spread, da TAEG e do MTIC. Todos estes termos estão relacionados com os custos do crédito, mas cada um à sua maneira. Afinal, que importância tem cada um destes indicadores?

A importância do spread

O spread é um dos primeiros conceitos com os quais temos de lidar quando começamos a avaliar quanto nos vai custar um crédito. É, no fundo, a margem de lucro do banco, sendo, por isso, a componente da taxa de juro que o próprio define. Por exemplo, no Crédito Habitação, ao spread soma-se o indexante para definir a taxa de juro. Por ser determinado pelo próprio banco, o valor depende da avaliação que este fizer das condições concretas de cada cliente para apresentar a melhor solução.

IMPORTÂNCIA: O spread é uma componente definida pelas instituições financeiras, logo, permite-nos ter alguma margem de negociação.

Olhar atento à TAEG

Focados no spread, muitos consumidores esquecem-se da TAEG, a sigla para Taxa Anual de Encargos Efetiva Global. Esta é a taxa que representa o valor total dos encargos de um empréstimo, nomeadamente no Crédito Habitação. Ou seja, indica qual é a percentagem de custos relacionados com o empréstimo que o cliente tem de pagar anualmente. Contabiliza o seguinte

  • Juros + Despesas do processo + Seguros + Impostos + Comissões do banco

Exemplo do Banco de Portugal:

Montante do empréstimo = 12.000€

Prazo = 5 anos/60 meses

Taxa de juro anual nominal = 8%

Comissões iniciais = 200€ (acresce imposto de selo)

Comissões mensais = 1,5€ (acresce imposto de selo)

TAEG = 10,92%

IMPORTÂNCIA: Através da TAEG conseguimos comparar várias propostas de financiamento em casos de crédito com o mesmo montante, prazo e modalidade de reembolso. A proposta que tiver a TAEG mais baixa será a mais económica para si.

Comparar com o MTIC

Quando se trata de comparar propostas, o MTIC é outro dado a ter em conta. Sigla para Montante Total Imputado ao Consumidor, representa o valor total que o cliente irá pagar durante o contrato de crédito e pode ser encontrado na FINE. Soma os seguintes indicadores:

  • Montante do empréstimo + Total de custos juros (despesas do processo + Seguros + Impostos + Comissões do banco)

Exemplo do Banco de Portugal:

Montante do empréstimo = 12.000€

Prazo = 5 anos/60 meses

Taxa de juro anual nominal = 8%

Comissões iniciais = 200€ (acresce imposto de selo)

Comissões mensais = 1,5€ (acresce imposto de selo)

MTIC = 15 299,12 €

IMPORTÂNCIA: Da mesma forma que a TAEG, também o MTIC vai permitir comparar soluções idênticas, mas com uma nota:

  • Nos caso em que o contrato de crédito prevê taxas de juro variáveis, o MTIC é apenas um valor indicativo, uma vez que poderá sofrer alterações.

Por fim, para mais informação sobre Crédito Habitação visite o site do Banco de Portugal.

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