Transferir o crédito à habitação: quando compensa?

Ao escolher um banco para contratar um crédito à habitação, os consumidores estão a fazer uma das mais importantes escolhas da sua vida. Afinal, é uma das dívidas que mais pesa no orçamento das famílias. Por essa razão, e por se tratar de uma relação financeira que perdura por várias décadas, a seleção da instituição de crédito reveste-se de especial importância. No entanto, tal não significa que esta escolha tenha de ser eterna. Aliás, muitos portugueses ainda hoje desconhecem que a qualquer momento podem transferir o crédito à habitação para outro banco. Mas será que vale a pena transferir? Saiba como se faz.

Porquê transferir o crédito à habitação?

Existem diversas razões que podem levar os consumidores a optar por fazer a transferência de crédito à habitação para outra instituição. Por exemplo, quem tem um crédito que foi celebrado há 10 anos – e se ainda não o renegociou – muito provavelmente terá um spread elevado.

Assim, deverá primeiro renegociar o spread com o seu banco e tentar baixar esta variável. Se mesmo assim a sua instituição financeira apresentar-lhe um valor que ainda é elevado comparativamente aos spreads praticados em outros bancos, então a transferência poderá fazer sentido.

Por outro lado, pode até ter um spread competitivo, mas a sua prestação ser mais pesada devido aos produtos financeiros associados ao empréstimo. Exemplo disso mesmo são o seguro de vida; o seguro multirriscos ou os cartões de crédito. Nesta situação, pode desistir dos produtos subscritos. Contudo se o fizer, a instituição financeira tem o direito de aumentar o spread do seu empréstimo à habitação. Dessa forma, estas situações podem constituir uma forte justificação para transferir o crédito à habitação para outro banco.

Transferir o crédito à habitação

O que fazer para transferir o crédito à habitação?

Para perceber se vale a pena transferir o crédito à habitação para outra entidaade, deverá solicitar uma proposta junto de diversas entidades. Assim, pode comparar as condições oferecidas e saber qual é o melhor banco para transferir o crédito à habitação. Para isso, deverá analisar a TAEG oferecida e comparar com a sua TAEG atual.

Estando a decisão tomada, avance com o pedido de transferência. O banco no qual fez originalmente o empréstimo da casa deverá fornecer à nova instituição financeira, no prazo de 10 dias úteis, todas as informações e elementos necessários para que esta conceda o novo empréstimo.

Quais os custos associados à transferência?

Não se esqueça ainda de que tomar esta decisão, está sujeito ao pagamento de uma comissão pelo reembolso antecipado total do empréstimo, que poderá ser:

⦁ Até 0,5% do capital reembolsado, no caso dos contratos de crédito com a taxa de juro variável.

Exemplo: Para um crédito à habitação, que tenha como indexante a taxa Euribor a 12 meses, no valor de 100 mil euros, em que o montante em dívida é de 60 mil euros, a comissão a aplicar não pode exceder os 300 euros.

⦁ Até 2% do capital reembolsado, no caso dos contratos de crédito com a taxa de juro fixa.

Exemplo: Para um crédito à habitação de taxa fixa, no valor de 100 mil euros, em que o montante em dívida é de 60 mil euros, a comissão a aplicar não pode exceder os 1.200 euros.

De acordo com o Banco de Portugal, além desta comissão, o banco pode ainda exigir-lhe o pagamento das despesas. Por exemplo: gastos com conservatórias, cartórios notariais ou à administração fiscal por sua conta, bem como o pagamento dos juros devidos até à data do reembolso antecipado.

A boa notícia é que alguns bancos suportam estes custos, caso os consumidores decidam transferir os seus créditos para as suas instituições.
Se precisa de apoio, contacte o Twinkloo. Nós procuramos soluções junto dos bancos, identificando a melhor proposta de crédito à habitação para cada caso. Ao mesmo tempo, recolhemos a documentação necessária, negociamos as propostas e articulamos com o banco todas as formalidades.